No Brasil, algumas doenças apresentam comportamento recorrente e sazonal, ou seja, ocorrem todos os anos e se intensificam em determinados períodos, principalmente em função do clima, das chuvas, da temperatura e das condições ambientais. O conhecimento sobre essas doenças é fundamental para a prevenção, o cuidado precoce e a redução de complicações.
A dengue, a zika e a chikungunya são doenças virais transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e ocorrem com maior frequência nos meses mais quentes e chuvosos. A dengue pode causar febre alta, dores no corpo, dor atrás dos olhos e, em casos mais graves, sangramentos e queda de pressão. A chikungunya costuma provocar dores articulares intensas e prolongadas, enquanto a zika geralmente apresenta sintomas mais leves, mas pode trazer riscos importantes para gestantes. Os principais cuidados incluem eliminar água parada, utilizar repelente, instalar telas em portas e janelas e manter caixas d’água bem vedadas.
A leptospirose é uma doença infecciosa transmitida pelo contato com água ou lama contaminadas pela urina de ratos, sendo mais comum após enchentes e alagamentos. Pode causar febre, dor muscular intensa, dor de cabeça e, em casos graves, comprometimento dos rins, fígado e pulmões. A prevenção envolve evitar contato com água de enchentes, utilizar botas e luvas em situações de risco e manter ambientes limpos e livres de roedores.
As doenças respiratórias, como a gripe (influenza), os resfriados, a bronquiolite em crianças e o agravamento da asma, são mais frequentes nos meses mais frios e secos do ano. A gripe pode causar febre, tosse, dor no corpo e cansaço intenso, sendo potencialmente grave em idosos, crianças pequenas e pessoas com doenças crônicas. Os cuidados incluem manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência, evitar ambientes fechados e aglomerações quando possível e adotar a etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar.
As doenças diarreicas e gastrointestinais, comuns principalmente no verão, estão associadas ao consumo de água ou alimentos contaminados. Podem causar diarreia, vômitos, febre e desidratação, especialmente em crianças e idosos. A prevenção passa pelo consumo de água tratada, higienização adequada das mãos, cuidado no preparo e armazenamento dos alimentos e atenção redobrada em períodos de calor intenso.
Além dessas, doenças alérgicas, como rinite e sinusite, tendem a se intensificar em períodos de ar seco ou maior concentração de pólen e poluentes. A manutenção de ambientes limpos, a hidratação e o acompanhamento médico são fundamentais para evitar crises e agravamentos.
Em todas essas situações, é essencial estar atento aos sinais e sintomas, evitar a automedicação e buscar orientação adequada. Ao apresentar febre persistente, dores intensas, dificuldade respiratória, sinais de desidratação, sangramentos ou qualquer agravamento do quadro, a recomendação é procurar imediatamente o sistema de saúde, como o PSF ou Pronto Socorro. O atendimento oportuno é fundamental para o diagnóstico correto, o tratamento adequado e a proteção da saúde individual e coletiva.